sexta-feira, 3 de julho de 2009
Pototype
Um jogo repleto de ação e possibilidades que se diferencia dos demais do gênero graças às habilidades incríveis do protagonista, Alex Mercer. Perambular pela cidade e destruir o que bem entender é diversão garantida. A história também é cativante, pois sofre algumas reviravoltas e abrange um estilo similar às tramas encontradas em outros quadrinhos. Prototype é um game extremamente divertido.
Contras:
Em alguns momentos, o jogo se torna frustrante. A falta de missões originais contribui para isto, assim como os objetivos secundários, que não são nada atraentes. Os gráficos do game também deixam a desejar, e há “pop-ups” constantes. A sensação de estar jogando um game inacabado é o fator que mais incomoda, devido à ausência de polimento da desenvolvedora. A jogabilidade pode atrapalhar os jogadores casuais.
Prototype tem ideias ousadas e um protagonista bacana, mas não aguenta a própria pancada.
O mundo dos games parece estar migrando para a tendência do “mundo aberto”. Atualmente, para muitos, um jogo bom é um jogo que oferece liberdade, que permite aos gamers fazer o que quiserem. Grand Theft Auto foi quem consolidou este estilo, sendo visto como a base para diversos outros games.
Não há como negar que muitos títulos copiam, quase que descaradamente, a famosa fórmula do game da Rockstar, que já não é exclusiva há anos. Saints Row, por exemplo, é um clone quase idêntico, que ainda tem coragem de tentar bater de frente, de GTA. Mas, mesmo assim, ainda há espaço para inovações.
Quando Crackdown chegou ao mercado, os jogadores puderam desfrutar de um game que se desprendia dos moldes tradicionais de GTA, mas sem deixar de lado a proposta de um mundo aberto. A grande diferença era que em vez de um cidadão “comum” você assumia o papel de um policial dotado com super poderes, o que aumentava significativamente a diversão e, de quebra, fazia de Crackdown um jogo diferenciado.
Felizmente, o “mundo aberto” evoluiu. Talvez InFamous seja a maior prova disto. O exclusivo do PlayStation 3, que chegou às lojas recentemente, trouxe uma proposta encharcada por ação e liberdade, conquistando milhares de jogadores. Mas e os usuários do Xbox 360, como ficam? Uma das opções parecia ser Prototype, da Activision.
Desde seu anúncio, as semelhanças com InFamous eram visíveis: super poderes, liberdade e destruição. A comparação entre os dois jogos era inevitável e muitos jogadores defendiam seu favorito com unhas e dentes. Finalmente, os dois jogos chegaram ao mercado. InFamous já revelou ser um excelente game, cobrindo todas as expectativas. Mas, e Prototype?
Zumbi? Não, Alex Mercer
Bem, se você estava procurando um substituto para InFamous no Xbox 360 é melhor pensar duas vezes. Infelizmente, Prototype não supera o game da Sucker Punch. Ao contrário da aventura de Cole, protagonista do exclusivo da Sony, o game deixa a desejar nos gráficos e simplesmente parece inacabado. Mas, mesmo assim, vale a pena tentar descobrir quem é Alex Mercer.
Felizmente, Prototype conta com uma história decente, que virou quadrinhos recentemente. Você encarna o já citado Alex Mercer, um cidadão comum de Nova Iorque que acorda no necrotério — sim, isso é possível. Depois de levantar — calma, o cara não é um zumbi —, Mercer descobre que foi infectado por um vírus que está arrasando o local. Mas, diferente da série Resident Evil, a infecção só favorece Alex, que passa a manifestar poderes sobre-humanos.
Entretanto, lá fora as coisas não estão nada bens. Os cidadãos de Manhattan se tornaram verdadeiros selvagens, o que obrigou a criação de uma quarentena militar. Assim como em InFamous, Alex não é um cara bonzinho, mas na verdade um anti-herói, então a população é indiferente para o personagem. Mercer é o ser mais poderoso da ilha sitiada, e o alvo número um da polícia. Seja bem-vindo ao seu playground.
Além de poder literalmente brincar com qualquer um que apareça em sua frente, Mercer também conta com um simples objetivo: descobrir quem é o responsável pela sua morte. Para isso, o protagonista esmagará qualquer um que cruze o seu caminho, seja civil ou soldados do exército. Mas, ao contrário de InFamous, você não será julgado pelos seus atos.
O verdadeiro “consumidor”
Sim, se você quiser, pode pegar qualquer pessoa da rua e exterminá-la. Mas, se optar por isto, uma boa ideia é absorvê-la antes de acabar com sua raça. Para isso, tudo que precisa fazer é pressionar o botão “círculo” (B, no Xbox 360) e logo em seguida executar o comando com o “triângulo” (Y). Com isso, você literalmente absorve sua vítima, recebendo um bônus em sua energia e adquirindo algumas de suas memórias. Como se não bastasse, o jogador ainda pode assumir a forma de quem foi “sugado”, facilitando o disfarce.
Esta habilidade é apenas uma das dezenas que compõem o game. Para desbloqueá-las, você tem de adquirir os Evolve Points (EP), detonando inimigos e completando algumas missões. Felizmente, aqui o dinheiro é fácil, permitindo ao jogador adquirir diversos aprimoramentos sem muita dificuldade.
Para ilustrar, têm se exemplos como a habilidade de planar e os diversos golpes que são desbloqueáveis. Além disso, há também Suas habilidades são divididas em grupos distintos — combate, aéreo, arma e outros — e podem ser aprimoradas conforme você progride pelo game. Sem dúvidas, a sede pela aquisição de novos poderes é um dos fatores que move o game, pois é o grande diferencial em relação aos outros jogos “sandbox”.
Mas, o Prototype também apresenta diversos elementos genéricos, que denigrem a imagem do game. Infelizmente, as missões principais são o maior exemplo disto. Mesmo contando com um arsenal de poderes extraordinários, o jogo não exige as manobras exclusivas de Mercer para completar os objetivos. Além disso, as missões são completamente genéricas, obrigando o jogador a realizar eventos similares ao restante dos jogos do gênero.
Quem precisa de tanques? Mercer?
Há ainda algumas partes realmente frustrantes, como as que você controla os veículos. Ao assumir como piloto de um tanque de guerra, você cairá na mesma chatice dos demais jogos em que você controla um tanque. Até aí, tudo bem, pois faz parte da estrutura do veículo. Mas se você é capaz de se transformar em qualquer coisa, por que é necessário usar um tanque? Seria muito mais interessante se Mercer se tornasse um monstrengo gigante. Apesar disso, o jogo comporta 31 missões, durando cerca de 15 horas.
Mas, vamos ao que interessa: a pancadaria. Prototype pode ser considerado um dos jogos mais intensos dos últimos tempos, já que esbanja brutalidade em um clima completamente caótico. Você corre pela cidade arrebentando carros, subindo em prédios, socando soldados e muito mais, sem grandes problemas. Mas cuidado, em algumas ocasiões o exército pode chamar os “Strike Teams”, equipes altamente treinadas que ocasionam alguns problemas. Felizmente, é possível fugir ou aniquilá-las, depende da sua escolha.
Prototype conta com um indicador que demonstra se seu personagem está sendo visto pelos demais cidadãos ou não. Trata-se de uma barra no canto inferior da tela, que muda de cor conforme o perigo. Mesmo disfarçado, esta barra pode se tornar vermelha, o que significa que Mercer foi reconhecido. Aí a coisa complica.
Independentemente de estar enfrentando os “Strike Teams” ou quaisquer outros soldados, o jogador tem a chance de travar a mira com o botão “L2” (LT no Xbox 360), o que facilita momentos como este. Mas, algumas vezes o sistema se torna meio confuso, e você acaba mirando em quem não queria. A câmera também confunde o jogador às vezes, pois a ação é extrema e difícil de ser acompanhada.
Acrobacia com os dedos
Conforme mencionamos anteriormente, você tem a chance de absorver a vida de seus inimigos. Mas isto nem sempre é um método eficiente. Ocasionalmente, o game não dá chance para o jogador, e os inimigos simplesmente destroem Mercer. Como se não bastasse, há missões longas em que, caso o personagem morra, ela é retomada do início, tornando-a extremamente frustrante.
Sem dúvidas, é necessária muita habilidade para lidar com Mercer. Os controles são relativamente simples no início do game, mas, conforme o jogador adquire novas habilidades, o sistema se torna realmente complexo. Um belo exemplo é quando o gamer adquire a habilidade “Cannonball”. Para desferir este golpe, você deve saltar e pressionar, simultaneamente, os botões “quadrado” (X no Xbox 360) e “círculo” (B). Tente fazer isso e saberá do que estamos falando.
Outro fator que pode irritar os jogadores são as missões secundárias. Assim como todos os jogos de mundo aberto, Prototype também possui seus desafios alternativos. Mas, estes não são nada atraentes. Em um deles, o jogador deve correr pela cidade e tocar esferas iluminadas, que simulam os famosos checkpoints. Em outra, o objetivo é aniquilar o maior número possível de inimigos. Ao todo são quatro tipos diferentes, que recompensam o jogador com um pouco de EP. Mas, você já deve ter percebido que aqui as coisas também não são nada originais.
A desenvolvedora também tratou de inserir outras esferas iluminadas pelo cenário, que podem ser colecionadas pelo jogador. Mas, fora isso, você ainda encontrará outros elementos espalhados pela Nova Iorque do game. Algumas pessoas da cidade estão intimamente ligadas com toda a catástrofe, e possuem informações críticas em suas memórias. Felizmente, você pode obtê-las absorvendo determinados cidadãos. Após isto, elas estarão convenientemente arquivadas no “Web of Intrigue”, um recurso que une e conecta tudo o que Mercer aprendeu até o momento. Essencial para quem quer se aprofundar no game.
Mas, novamente, a desenvolvedora poderia, sem sombra, de dúvidas ter inserido eventos mais inteligentes e atraentes. O game conta com um dos personagens mais versáteis do mundo do entretenimento eletrônico, mas nada disso é aproveitado, nem nas missões principais — o que é um absurdo — e nem nas secundárias. Ainda bem que estamos falando de um game de mundo aberto, o que permite ao jogador se divertir como bem entender — tiro ao alvo com lançamento de pessoas é uma boa dica.
Brotamentos e texturas ultrapassadas
Vale relembrar que, mesmo sendo uma recriação de Manhattan, a área do game não é exibida em escala real — e você deve agradecer por isto. O jogo conta com gráficos que vão de medíocres a completamente horríveis. Em alguns momentos, você se deparará com texturas de péssima qualidade, além, é claro, da mesmice onipresente do cenário.
Os “pop-ups”, termo usado para definir elementos que brotam subitamente no mapa, são frequentes, ainda mais quando o jogador observa tudo do topo, onde é possível perceber claramente como o “draw distance” (distância em que os objetos são criados) é fraco. O visual é realmente decepcionante, poderia ser muito melhor, mas parece que a equipe não caprichou como deveria no game. Ou seja, se você está procurando por bons gráficos, Prototype certamente não o local adequado.
As animações, em contraparte, são ótimas, e salvam o game. Ver Mercer correndo pelos prédios e saltando de uma área para outra é realmente um show, e tudo fica ainda melhor conforme você desbloqueia novas habilidades. Outro fator interessante é que o game não apresentou qualquer queda de FPS significativa, pelo menos em nossa experiência.
Poderia ser perfeito
Em suma, a sensação que se tem ao jogar Prototype é que estamos desfrutando de um game inacabado. Faltam muitos detalhes, o que acaba prejudicando significativamente a diversão do jogo. Talvez tenha faltado criatividade da desenvolvedora, a Radical Entertainment, que também desenvolveu alguns jogos do verdão Hulk.
Prototype conta com grandes ideias, mas não parece conseguir dar conta de todas elas. Um jogo ousado, com dezenas de inimigos aparecendo simultanemante na tela, muita destruição e habilidades inéditas. Mas, no final, as coisas simplesmente não parecem se encaixar devido à falta de capricho dos desenvolvedores. Até mesmo as cut-scenes são esquisitas, por conterem diversos erros de continuidade. O som também deixa a desejar. Com exceção dos dubladores, o áudio parece deslocado.
Mesmo assim, é possível se divertir com o game. Basta iniciá-lo e começar a perambular pelo local, destruindo tudo o que pode e aproveitando as habilidades de Mercer. O único estímulo para realizar as péssimas missões do game é a recompensa, que acaba gerando ainda mais habilidades. Seria um dos jogos do ano, se não fosse a falta dos retoques finais da Radical Entertainment.
quinta-feira, 2 de julho de 2009
E3 2009: A volta do karaokê da Konami.
Cantar nunca foi tão interessante. Durante a Electronic Entertainment Expo (E3) deste ano, a Konami revelou que planeja lançar mais de 200 músicas disponíveis via download após o lançamento de Karaoke Revolution. Compatibilidade com músicas de outros títulos da série e suporte a microfones de outros jogos (como Guitar Hero, Rock Band e, possivelmente, SingStar e Lips) são apenas algumas das boas características do game.
Extremamente amigável
Para que os jogadores possam se sentir mais à vontade durante a cantoria, haverá diversas opções de personalização facial do vocalista. Até mesmo a idade do cantor poderá ser alterada através de pequenas alterações. Com isso, o rosto do personagem combinará com o estilo que o gamer quiser assumir enquanto curte as músicas.
Revolution também contará com um sistema de criação de ambientes para shows: estádios, clubes, festivais... Após escolher um desses locais, o gamer terá a possibilidade de determinar até mesmo o estilo de iluminação do ambiente, bem como os efeitos visuais empregados e o estilo geral do lugar. Tudo para o máximo de emoção durante a apresentação, não é mesmo?
O título desenvolvido pela Blitz Games Studios ainda terá suporte a um modo multiplayer online para até oito jogadores (pelo menos nas versões para PlayStation 3 e Xbox 360) e um modo multiplayer local para até 16 gamers. Não se assuste, apenas quatro cantores competem simultaneamente nessa opção de jogo.
O grande diferencial do Wii são seus controles sensíveis a movimento. Com estes periféricos, praticamente qualquer jogador pode pegar e jogar qualquer game à vista, seja mãe, avô, primo ou irmão. Talvez a grande revolução desta geração não seja Metal Gear Solid 4: Guns of the Patriotsou Gears of War 2, mas sim o Wii Remote.
A prova de que os acelerômetros, um dos componentes utilizados na concepção do Wii Mote, mexeram com a indústria surgiu na Electronic Entertainment Expo (E3) de 2009. A Microsoft e a Sony resolveram anunciar seus próprios controles “casuais”, ou seja, baseado em sensores e livre dos joysticks convencionais. A Nintendo revidou com o Wii Motion Plus, um periférico que promete aperfeiçoar a sensibilidade do Wii Remote. Com isso, inicia-se a segunda guerra desta geração.
Afinal, qual é o melhor?
Bem, primeiramente, é importante ressaltar que este artigo visa apenas explicar um pouco sobre cada um dos periféricos para que os próprios usuários tirem suas conclusões. O único que já está disponível no mercado é o Wii Motion Plus, enquanto o Natal e o Wand (ou PlayStation Motion Controller) deverão chegar às lojas somente em 2010.
Mas, o próprio Nintendo Wii é um console com as capacidades semelhantes às propostas pelos novos periféricos da Sony e Microsoft — as estreantes nesta brincadeira. Com essa briga, será interessante ver se o Wii será ameaçado ou não por estas novas forças, que tem tudo para dar um belo show.
A dona do Xbox 360 foi a primeira a revelar seus sensores de movimento durante a Electronic Entertainment Expo (E3) de 2009. Sem dúvidas, o periférico chamou a atenção de todos pela sua simplicidade — não é necessário qualquer periférico além dos sensores — e precisão nos movimentos. Mas isto não é tudo, Natal mostrou que também pode fazer muito mais.
O grande objetivo da empresa é, sem dúvidas, conquistar o público casual, que é o principal alvo da Nintendo. Ou seja: fazer com quem joga Wii migre para o Xbox 360. A empresa já enviou diversos kits de desenvolvimento para os grandes estúdios do entretenimento eletrônico que, possivelmente, já estão trabalhando em novos games.
Mas como funciona o Project Natal?
O periférico utilizado pelo Project Natal mede aproximadamente 23 centímetros na horizontal e é conectado a uma base circular, possibilitando que o acessório possa ser posicionado no topo ou na parte inferior de onde está seu televisor. O aparelho conta com uma câmera RGB, um sensor de profundidade, microfone multidimensional e um processador personalizado para execução de parte do software.
Com toda esta parafernália, Natal consegue capturar movimentos do corpo em três dimensões, e ainda conta com capacidades para reconhecer a face e a voz do jogador. O microfone ainda elimina os sons do ambiente, localizando, através de acústica, a voz do jogador e permitindo conversas online sem o uso de um headset.
Já o sensor de profundidade consiste em um projetor infravermelho combinado com um sensor monocromático CMOS, que permite ao acessório o reconhecimento em três dimensões dos elementos em qualquer condição de luz ambiente. Este sensor poderá ser ajustado, possibilitando que o jogador configure-o baseando-se no estilo do jogo e nos elementos físicos do ambiente, como a presença de cadeiras ou sofás.
Tudo isso só é possível graças à aquisição da empresa 3DV Systems pela Microsoft. Esta companhia já havia desenvolvido um aparelho semelhante, conhecido como ZCam, que havia sido apresentado na GDC deste ano.
Até o momento, a empresa demonstrou apenas quatro jogos que suportam o acessório. Um deles é Ricochet, um game em que o jogador tem de rebater esferas. Há também Paint Party, no qual é possível criar suas próprias pinturas, e Milo and Kate, desenvolvido pela Lionhead Studios, no qual os jogadores interagem com uma criança e um cachorro. Burnout Paradise, lançado em 2007, também oferece suporte ao Natal.
Depois do anúncio de Natal, muitos jogadores refletiram se a Sony também teria um Wii Remote guardado em sua manga. No final das contas, a empresa mostrou sua mais nova tecnologia em relação ao PS3, o PlayStation Motion Controller.
Basicamente, este acessório consiste em uma espécie de bastão (ou Wand) e utiliza a própria PlayStation Eye — câmera com recursos de captura de movimento lançada para o PS3 em 2007 — para rastrear a posição do objeto e sensores inertes para detectar os movimentos.
Mas como funciona o PlayStation Motion Controller?
O controle exibido na Electronic Entertainment Expo era um protótipo, e contava com botões e gatilhos analógicos. Além disso, a unidade também apresenta uma esfera, que brilha em diversas cores diferentes, em sua extremidade. Durante a conferência foram exibidas demonstrações em que o usuário utiliza dois controles, ou seja, um bastão em cada mão.
A companhia também revelou aos desenvolvedores que o controle sensível a movimentos terá uma tecnologia de vibração. Além disso, até quatro controles poderão ser reconhecidos simultaneamente, e os jogadores poderão utilizar o DualShock 3 em conjunto, como acessório complementar. Entretanto, o periférico deve exigir uma demanda alta do processador do console, mas isto promete ser minimizado na versão final.
Mas, ao contrário do que muita gente imagina, o veterano desta guerra dos sensores de movimento não vai simplesmente se acalmar enquanto vê seus rivais combatendo. Para enfrentar as novidades da Sony e da Microsoft, a Nintendo preparou o Wii Motion Plus, um periférico que promete oferecer uma precisão completamente absurda.
Ao contrário dos demais acessórios, que foram revelados durante a E3 de 2009, o Wii Motion Plus já é conhecido pelos jogadores. Além disso, ele é o único que já está disponível no mercado, e conta, inclusive, com uma série de jogos que oferecem suporte. Talvez o mais interessante — ao menos até o momento — seja Red Steel 2, que despertou a atenção de todos com seu incrível vídeo demonstrativo.
O Motion Plus é conectado à parte inferior do controle Wii Remote, e conta com um conector de extensão para que outras expansões, como o Nunchuk e o Classic Controller, possam ser utilizadas simultaneamente. Há ainda uma chave mecânica que prende o objeto ao controle e cada Wii Motion Plus conta com uma versão maior do Wii Remote Jacket — uma capa de proteção — para acomodar a combinação dos dois joysticks.
Mas como funciona o Wii Motion Plus?
O dispositivo possui um sensor conhecido como “Turning Fork”, que é capaz de determinar movimentos rotacionais. A informação capturada por este sensor é utilizada para distinguir os movimentos lineares verdadeiros das leituras do acelerômetro, permitindo a captura de movimentos mais complexos do que com o Wii Remote.
Um fato curioso é que o Wii Motion Plus foi concebido logo depois que o Wii Remote estava pronto, com o objetivo de oferecer aos desenvolvedores uma capacidade maior de sensibilidade aos movimentos. Entretanto, o anúncio só foi realizado após a empresa ter certeza de que os sensores poderiam ser comprados a um preço razoável.
Algumas empresas, como a Electronic Arts, já estão dando suas opiniões sobre o periférico. Segundo a EA, o acessório é excelente, mas pode ser muito sensível em determinados momentos. Além disso, outros sugerem que a evolução é simplesmente gigantesca, como se saltássemos do VHS para o Blu-ray.
O futuro dos games?
Sem dúvidas, os sensores de movimento sacudiram a indústria do entretenimento eletrônico. Mas será que este realmente é o futuro dos video games? Aparentemente, as indústrias estão cada vez mais distantes do tradicional modo de jogar, apelando para recursos que oferecem experiências cada vez mais intuitivas. Bom ou ruim? Você é quem diz.
A grande diferença em relação ao Project Natal acaba sendo a necessidade de utilizar um “joystick”, mesmo que este se diferencie dos modelos tradicionais. Mas, com isso, a precisão promete ser muito maior, algo que pôde ser notado claramente durante a conferência da Sony na E3.
terça-feira, 30 de junho de 2009
É claro que existem certas adaptações muito interessantes, como Mario (quem nunca buscou coletar todas as estrelinhas de Super Mario 64?) e outros nomes de peso. Mas o Baixaki Jogos resolveu "separar o joio do trigo" e mostrar aos gamers as piores conversões de 2D para 3D já feitas no mundo dos video games.
Acompanhe este vídeo que mostra algumas das piores adaptações:
Para desenvolver uma nova abordagem em 3D a partir de um game aclamado no mundo todo por sua praticidade, é necessário criar uma base sólida e convincente. Isso é difícil e demorado, portanto não há motivos para converter um ótimo jogo em 2D para 3D se não há todos os recursos para fazê-lo. Ainda assim, alguns desenvolvedores tentaram realizar essa conversão, mas fracassaram consideravelmente. Confira:
É, alteraram as bestas e denegriram a imagem do jogo original. A SEGA caprichou ao lançar um game sinistro para fliperamas, Genesis, Mega Drive, Master System, PC e NES, mas estragou tudo ao lançar Altered Beast — também conhecido como Project Altered Beast — para PlayStation 2.
Os críticos não perdoaram ao apontar a versão para PS2 como uma das piores conversões já feitas na história dos video games. Bem, há motivos de sobra para tal constatação: trama ruim, jogabilidade péssima, falta de um modo multiplayer, câmera enervante e muitas falhas nos visuais gráficos. Que volte a versão 2D!
Ok, Mega Man Legends não é tão ruim assim, mas, convenhamos, o jogo destoa completamente da proposta original da série. Diversos gamers criticaram a jogabilidade, a movimentação da câmera e, principalmente, a voz infantil do personagem. Enquanto a versão de Legends para PS2 foi relativamente bem recebida, o título para PC foi criticado negativamente por muitos.
Originalmente espetacular, a estrondosa série de luta da SNK fez um bom estrago... Até chegar ao PlayStation. Warrior's Rage é o nome. Retratado com gráficos simplesmente deploráveis, este game não honra a fama que a franquia conseguiu através dos fliperamas.
Há quem diga que Warrior's Rage é um jogo que mal consegue agradar os fãs de Samurai Shodown. É uma combinação incrivelmente ruim entre visuais pobres, fracos recursos sonoros, jogabilidade terrível e a falta de um polimento geral. Bola fora da SNK.
O Baixaki Jogos tentou, mas não conseguiu gostar da versão moderna de Sonic the Hedgehog. Quando perguntamos aos gamers qual a preferência em relação aos diferentes games da série, a decisão é quase unânime: 2D. A SEGA adaptou Sonic the Hedgehog para os consoles PlayStation 3 e Xbox 360 de uma forma inacreditavelmente... Fraca.
Além de não aproveitar o hardware das plataformas de última geração, os gráficos e os sons não fazem jus aos excelentes recursos técnicos do passado. Mil vezes melhor arranjar uma maneira de jogar o game original do que encontrar uma jogabilidade repulsiva recheada com bugs.
Contra: Legacy of War requer que o jogador utilize os famosos óculos 3D para visualizar a profundidade dos gráficos "revigorados". A diversão nem de longe é parecida com o que ocorre com o jogo original. Muitos afirmam que Legacy of War "cumpre seu papel", mas a maioria dos fãs não acredita que o game herda honrosamente o legado de um dos maiores sucessos dos games.
Epa, Mortal Kombat? É, há um jogo no estilo "beat-'em-up" — bater e correr — que traz toda a podridão dos games para a fantástica série de luta da Midway. Special Forces é um nome que causa arrepios maléficos em muitos jogadores até hoje, por mais que tenha sido lançado para o PlayStation há nove anos atrás.
Jax e Kano nunca se deram bem, mas o conflito entre os dois é mostrado horrivelmente no game em 3D. Os gráficos e os sons do jogo são, no máximo, toleráveis, mas não há como perdoar a péssima jogabilidade e a terrível sensação de enjôo que o game causa nos fãs da franquia. É Midway, não foi dessa vez.
O charme da perspectiva lateral combinado com a jogabilidade extremamente prática de, por exemplo, Castlevania: Symphony of the Night, é inigualável. Quem nunca jogou os primeiros títulos da série não sabe o que está perdendo.
É possível afirmar, com este Especial, que nem sempre a complexidade é capaz de satisfazer os jogadores mais críticos. Visuais em duas dimensões causam uma boa impressão se empregados com simplicidade e beleza, como é o caso de Braid.
Bem, alguns títulos ficaram de fora, como Bionic Commando, Street Fighter EX, Final Fight, Narc,WorldRunner (lançado com suporte a óculos 3D) e Alundra 2 (consideravelmente pior que o primeiro). Mas o importante é lembrar que a conversão para 3D — principalmente em franquias famosas — é perigosa se os desenvolvedores não souberem manter a proposta cativante do título original.
segunda-feira, 29 de junho de 2009
PS3
O PlayStation 3, também conhecido apenas por PS3, é o terceiro console de jogos produzido pela Sony, oficialmente lançado para o público em 11 de novembro de 2006. Ele concorre diretamente com o Xbox 360 e o Wii, todos dentro da sétima geração deste gênero de aparelho. Hoje, são mais de 22 milhões de unidades vendidas em todo o mundo.
Neste artigo, vamos aprofundar um pouco mais os dados que você já conhecia sobre o PS3, além de acrescentar informações muito úteis para quem quer conhecer melhor a máquina. Confira, nas linhas abaixo, um apanhado completo sobre um dos melhores consoles da atualidade.
Cell
O núcleo de processamento do PS3 leva o nome de Cell, e foi desenvolvido por uma parceria da Sony com a Toshiba e a IBM. O componente é um resultado do trabalho de cerca de 400 engenheiros, durante aproximadamente quatro anos de desenvolvimento.
Em termos básicos, o processador contém um elemento central de processamento, além de oito núcleos menores, que dividem as tarefas a serem processadas no console. Um dos núcleos é exclusivo para o sistema operacional, e outro funciona como uma unidade de reserva, prevendo o mau funcionamento dos seis principais.
Todo esse sistema de processamento mede 90 nanômetros, conta com 234 milhões de transistores e atinge a velocidade de 3.2 GHz. Se comparado à velocidade do processador do PS2, cerca de 300 MHz e com pouco mais de 10 milhões de transistores, nota-se um salto enorme de potência entre as gerações de consoles.
Gráficos
Como em um computador convencional para jogos, de nada adianta ter apenas um ótimo processador sem um chip gráfico dedicado de qualidade. A unidade de processamento gráfico do PS3 leva o nome de RSX, uma sigla em inglês para sintetizador de realidade.
O Chip é baseado na arquitetura das placas de vídeo da série 7 da Nvidia, sendo, em potência efetiva, muito semelhante aos modelos GeForce 7800. Vale lembrar que o console foi lançado em 2006, época em que esses chips eram os mais eficientes, obviamente ultrapassados dentro dos padrões atuais de placas de vídeo para computadores.
Este é um dos principais motivos pelos quais os gráficos nos jogos para computador em geral superam o que vemos nos consoles. Hoje, as placas de vídeo são extremamente poderosas se comparadas às do PS3 ou Xbox, lançadas há cerca de três anos atrás.
Já foram lançados cinco modelos do PS3, que diferem substancialmente pela sua capacidade de armazenamento, além de acessórios presentes em apenas algumas das versões. Os modelos contam com 20, 40, 60, 80 e até mesmo 160 GB de HD, embora este último modelo seja bem limitado.
O PS3 conta com diversos dispositivos e entradas interessantes, tornando-o uma estação multimídia completa. Confira uma pequena lista deles logo abaixo:
• Saída de vídeo composto
• Saída de vídeo componente
• Saída de vídeo HDMI
• Conexão Bluetooth 2.0
• 1 porta Gigabit Ethernet
• 2 ou 4 portas USB, dependendo do modelo
• Conexão Wi-Fi (Exceto no modelo de 20 GB)
• Leitor de cartões (Modelos de 60 e 80 GB)
• Compatível com o PS2 (Modelos de 20, 60 e 80 GB)
Apesar da grande importância de todos esses aspectos, um dos maiores destaques presentes no PS3 é seu leitor de Blu-ray, capaz de rodar jogos e filmes em altíssima resolução, se adequando aos novos padrões de mídia criados pela própria Sony. Muitos usuários de televisores de alta definição compraram o aparelho não apenas motivados pelos jogos, mas pela possibilidade de assistir aos filmes em Blu-ray através dele.
Além desse tipo de mídia, o aparelho reconhece também os modelos básicos de CDs e DVDs, incluindo, nos modelos de 20, 60 e 80 GB, a reprodução do formato Super Audio CD, uma espécie de mídia de áudio especial desenvolvida pela Sony.
Sem dúvida, o acessório fundamental em um console é seu controle, que, no caso do PS3, foi inicialmente o Sixaxis. Sem a função vibratória, o joystick foi um tanto criticado pelos usuários, acostumados com o controle do PS2.
No entanto, ele conta com acelerômetros, sensores de movimento que podem ser utilizados em alguns jogos, como acontece em MotorStorm. A conexão com o console é feita por Bluetooth e suporta até 7 controles conectados simultaneamente ao aparelho.
DualShock 3
Atendendo às reclamações dos usuários, o novo controle para o PS3 foi lançado, em 11 de novembro de 2007, exatamente um ano após a chegada do aparelho no Japão. Como o próprio nome já deixa claro, o joystick conta com as mesmas funções do Sixaxis, incorporando desta vez a função de vibração em seu funcionamento.
Desde seu lançamento, a grande maioria dos jogos importantes já conta com funções especiais para o controle. A Sony também disponibilizou atualizações em seu software para comportar melhor as novas características do acessório, sem causar problemas para os usuários.
PlayStation Eye
Sem maiores comentários, a PlayStation Eye é a câmera de vídeo oficial do PS3. Ela atua em diversos jogos do console, incluindo reconhecimento facial em grande parte deles, o que permite colocar o seu próprio rosto em personagens, por exemplo. Com a chegada do novo controle com captação de movimento da Sony, a câmera se tornou peça fundamental do processo.
Além dos acessórios oficiais do console, há uma vasta gama de controles, teclados, headsets e outros componentes que podem ser ligados a ele via Bluetooth ou USB. Além disso, alguns jogos, como Guitar Hero e Rock Band, contam com o seu próprio conjunto de aparelhos especiais para tornar tudo ainda mais divertido.
Software
XrossMediaBar
Este é o nome oficial da interface gráfica do PS3, também presente no PSP e em alguns outros eletrônicos da Sony, como câmeras e televisores de última geração. O sistema leva esse nome pelo fato das opções na tela aparecerem na forma de cruz, em que o eixo horizontal descreve as categorias, enquanto o vertical exibe opções específicas para cada.
Todas as funções envolvendo o aparelho, como acesso aos jogos, arquivos, navegador e muitas outras estão acessíveis através da interface, facilitando as coisas para o usuário. Um fato curioso da XMB é que ela muda sua luminosidade durante o dia, e sua cor a cada mês, algo aparentemente imperceptível para os mais distraídos. Também é possível personalizar o tema da interface.
Ubuntu
Outra possibilidade inusitada, mas muito interessante, é colocar o sistema operacional Ubuntu para rodar no PlayStation 3. No Baixaki, temos um tutorial que explica os passos principais para realizar a tarefa e ter o sistema Linux rodando no seu console.
Jogos
Antes de falar sobre os jogos exclusivos do console, vamos listar os dez games mais vendidos dele. Se você tem um PS3, com certeza deve ter ouvido falar ou até mesmo ter jogado todos os títulos listados, obrigatórios para quem tem o console.
1. Grand Theft Auto IV – 5.65
2. Call of Duty 4: Modern Warfare – 4.35
3. Metal Gear Solid 4: Guns of the Patriots – 4.05
4. Resistance: Fall of Man – 3.60
5. MotorStorm – 3.48
6. Assassins Creed – 3.39
7. Call of Duty: World at War – 3.31
8. Gran Turismo 5 Prologue – 3.05
9. Uncharted: Drakes Fortune – 2.46
10. LittleBigPlanet e Resident Evil 5 – 2.24
*Os números estão em milhões
Os jogos listados em negrito são exclusivos para o PlayStation 3. Outros títulos interessantes que já foram lançados somente para o console da Sony são Killzone 2, Resistance 2 e inFamous, o último grande lançamento até então para o aparelho.
PlayStation Network
A rede lançada pela Sony em novembro de 2006 conta com toda a base para a transferência e execução de jogos online, download de conteúdo oficial e acesso à PlayStation Store, loja virtual com centenas de recursos disponíveis para os usuários do PS3.
PlayStation Home
Se você já jogou Second Life, encontrará muitas semelhanças ao entrar na PlayStation Home. O “jogo”, que conduz você através de um avatar para dentro de um mundo completo e cheio de possibilidades, disponibilizado gratuitamente para os usuários do PS3.
Você pode caminhar pelo mundo do jogo, conhecendo novas pessoas e fazendo amizades, jogando pequenos games criados para os avatares, como boliche, sinuca e carteado. É possível ter sua própria casa dentro do Home, com diversos recursos interessantes.
Há boas formas de acessar jogos do PS3 dentro dele, além de utilizar uma espécie de PSP virtual dentro de sua residência. O serviço preza pela interação dos usuários do console, e mais de seis milhões de usuários já aderiram a ele.
E3 2009
Uma das conferências mais aguardadas pelos espectadores da última E3 foi quanto às novidades trazidas pela Sony em seus consoles. Além de diversos jogos excelentes, o novo controle por movimentos exibido na apresentação mostra que a Sony não vai ficar para trás quanto aos novos conceitos de interatividade inicialmente explorados pela Nintendo.
Motion Controller
O controle, que se parece na realidade com um pequeno microfone, leva o nome de “Wand” e funciona de modo integrado com a PlayStation Eye, capaz de captar os movimentos realizados com o acessório de uma forma extremamente precisa, ao menos pelas impressões causadas durante a exibição de suas funções.
O conjunto permite realizar desde movimentos simples, como mover objetos em uma mesa, até empunhar um arco e desferir flechadas precisas em inimigos, algo mostrado de uma forma muito fluente e empolgante no vídeo. Resta esperar a chegada do novo controle ao mercado, e sua real eficácia em trazer diversão durante os jogos.
Diversos grandes lançamentos estão para chegar para o PS3, e a exibição de muitos vídeos deles na feira deixou o público ansioso pela chegada dos títulos às lojas. O primeiro vídeo é de Uncharted 2, em uma cena repleta de muita ação. Em seguida, é exibido o clipe de MAG, o game de tiro em primeira pessoa que promete colocar até 256 jogadores em um único ambiente.
Momentos depois na conferência e após um vídeo interessante sobre o PlayStation Home, entra na tela a apresentação de Assassin’s Creed 2, fortemente aclamada pelo público presente. Da Vinci e suas invenções estão presentes, dentro dos cenários mais belos da Renascença.
Final Fantasy em dose dupla
Além dos já conhecidos takes e especulações acerca de Final Fantasy XIII, com visuais arrasadores exibidos em um vídeo muito interessante, aparece o próximo título da série, Final Fantasy XIV, para a surpresa de todos na platéia.
O jogo visa ser um MMO, reunindo milhares de fãs em todo o mundo dentro do jogo. As belas paisagens e toda a fantasia de uma das franquias mais famosas do mundo dos games está a caminho, também para o computador.
A liberdade de criação em ModNation
Em uma época em que a personalização de tudo é cada vez mais enfocada por aplicativos, jogos e sites, ModNation leva os gamers a um novo patamar neste mesmo âmbito. O game de corrida simplesmente traz a personalização ao limite.
O vídeo exibe a customização das roupas e aparência do personagem, além dos detalhes dos veículos, nos mesmos moldes que conferimos em LittleBigPlanet. Mas o que mais impressionou foi a edição das pistas, foco da apresentação.
Um dos apresentadores começa a edição das pistas, que é feita basicamente ao correr por um campo aberto, desenhando o asfalto no chão. Depois disso, as possibilidades de personalização são praticamente ilimitadas, e tudo é feito em questão de poucos minutos, de um modo extremamente intuitivo.
Fechando com chave de ouro
Depois de vídeos dos mesmos criadores de Shadow of Colossus e ICO, exibindo o exuberante The Last Guardian, e cenas de Gran Turismo 5, com animações difíceis de distinguir da realidade, chega um dos momentos mais esperados da conferência: God of War 3.
A exibição apresenta detalhes técnicos impecáveis, com gráficos muito bem elaborados e efeitos de primeira linha, usando todo o potencial já visto no PS3. Kratos aniquila alguns inimigos no caminho, utilizando alguns deles inclusive para alcançar locais inacessíveis de outra maneira.
Os adversários no jogo são feitos de diversas partes independentes, o que fica explícito na maneira com que Kratos decepa alguns deles. O primeiro inimigo de maior porte é um Centauro, rapidamente aniquilado no vídeo.
Em seguida, um segundo ser mitológico aparece para enfrentar o espartano. Depois de alguns minutos de combate, Kratos arranca o chifre da criatura, enfiando-o na própria cabeça do monstro. O game, previsto para março de 2010, fecha a conferência da Sony com muitos aplausos e expectativas boas para os próximos meses.
E você, o que pensa sobre o PS3?
Os consoles atuais da sétima geração vieram para disputar com muita força a preferência dos usuários. Xbox 360 e Wii tem ótmos índices de vendas, jogos e possibilidades, se adequando a diferentes perfis de jogadores. Qual o seu console preferido? O Baixaki Jogos conta com a sua opinião sobre o tema.
sábado, 27 de junho de 2009
God of war 3
Violência? Kratos, neste game, é muito mais que violência. Banhos de sangue são abundantes neste jogo, ainda mais quando a energia do protagonista está baixa. Nessa hora, o jogador pode executar um espetacular (mas nojento) movimento de finalização. Por mais que a inteligência artificial seja extremamente desafiadora, nada vai deter o personagem.
Com o elevado poder de processamento do PlayStation 3, os desenvolvedores podem aplicar uma série de pequenos detalhes bastante atraentes. Por exemplo: após combates realmente sangrentos, Kratos fica vermelho devido às manchas do fluido e é capaz até de deixar pegadas de sangue no caminho. É claro que o efeito não é tão realista, pois, se fosse assim, Kratos iria ficar totalmente coberto de sangue a todo o momento.
Dentre as novas habilidades, consta Eyes of a God, um poder que leva Kratos a enxergar caminhos que mortais comuns não conseguem ver. Além disso, o protagonista terá a chance de utilizar as asas de Ícaro para voar em um determinado trecho do game, o que lembra muito a parte de God of War 2 na qual há a interação com Pégaso.
sexta-feira, 26 de junho de 2009
Aparentemente se trata do Project Phoenix — vulgarmente conhecido como Xbox 720. No entanto ainda existe um certo conflito nas informações e o suposto kit de desenvolvimento seria na realidade novas ferramentas de desenvolvimento, incluindo uma nova engine proprietária da Microsoft.
Algo como as ferramentas Edge que a Sony distribui para o desenvolvimento de jogos para o PlayStation3. A Microsoft X-Engine — com está sendo chamada — seria capaz de rodar títulos do Xbox 360 com aumento significativo de anti-aliasing, anastropic filtering e desempenho geral.
Assim permanece a dúvida: seria este apenas um pacote de desenvolvimento mais adaptado as peculiaridades do Xbox 360, ou seriam os primeiros passos do Xbox 720 — que por conta da nova X-engine seria capaz de rodar jogos de seu predecessor com maior qualidade.
quinta-feira, 25 de junho de 2009
Mas, além dos games, alguns acordos e contratações também marcaram história. O que seria da Nintendo se Shigeru Miyamoto não estivesse dentro da equipe? Ou será que a Konami ainda estaria em pé se Hideo Kojima não fosse um de seus membros? Bem, é pensando em perguntas como estas que o Baixaki Jogos resolveu criar um especial que vai além desta dimensão.
Imagine que estamos vivendo num mundo paralelo, onde Mario,Final Fantasy, Guitar Hero e Counter Strike nunca existiram, a Sony não é uma das gigantes dos videogames e “jogos exclusivos” é um termo desconhecido. Prepare-se para embarcar em uma jornada distante e completamente diferente do que conhecemos hoje.
Algumas coisas nunca tivessem acontecido?
Certamente, este é um assunto que pode render um livro. Entretanto, tratamos de selecionar alguns dos acontecimentos mais importantes dos video games. Talvez uma das características mais significativas dos consoles são seus games exclusivos, que, certamente, acabam contribuindo para a imagem da marca de maneira positiva ou negativa.
Mas, e se as exclusividades não existissem?
Bem, ao ouvir o nome Mario, por exemplo, dentro do contexto dos games, você automaticamente assimila o personagem à marca da Nintendo. O mesmo acontece com Kratos e a Sony e, talvez o mais recente, Marcus Fenix e o Xbox 360. Se não existissem as exclusividades, certamente, muitos jogadores estariam felizes, afinal, seria possível desfrutar de um belo game de Mario no PlayStation 3, por exemplo.
Mas, para as companhias, isso não seria nada interessante. Pegue como exemplo Metal Gear Solid 4: Guns of the Patriots, um game lançado exclusivamente para o PlayStation 3. Para a Sony, o título vale ouro, pois, graças a ele, as vendas do console aumentaram de maneira significativa. O mesmo ocorre com os demais consoles e seus exclusivos. Se não tivéssemos jogos exclusivos, a variedade de consoles, possivelmente, não seria tão grande.
Além disso, as empresas perderiam suas características, e tudo viraria uma verdadeira mistura. A Nintendo, certamente, não conseguiria manter a imagem que possui hoje. Parece uma realidade absurda, mas, muitas empresas terceirizadas, como a Capcom, por exemplo, já não veem vantagens em lançar jogos para uma só plataforma, pois os lucros são muito maiores quando os games têm maior abrangência (Dead Rising 2, por exemplo).
E se a Sony e a Nintendo tivessem fechado o acordo?
Certamente, se o acordo entre a Nintendo e a Sony tivesse dado certo, teríamos uma indústria completamente diferente. Na década de 1990, a Sega lançava no mercado o famoso, e falido, Sega CD, um dispositivo que poderia ser acoplado ao Mega Drive, sendo capaz de reproduzir jogos em três dimensões.
Entretanto, o periférico não foi um sucesso, devido à aceitação do público e a outros limites. Mas, antes de ser considerado como fracasso, o Sega CD era visto como uma ameaça para a Nintendo. A Big-N então decidiu contatar ninguém menos que a Sony para desenvolver um aparelho similar.
Se este acordo tivesse sido fechado, a Nintendo, possivelmente, monopolizaria a indústria dos videogames. Entretanto, é bem provável que os jogos seriam diferentes, e que outros, como God of War, nem existissem. Para descobrir tudo isso, só visitando o universo paralelo da “Sonyntendo”.
E se Hideo Kojima tivesse deixado a Konami?
Em 1986, Hideo Kojima era empregado por uma distribuidora de jogos chamada Konami. Atuando designer e planejador na divisão de computadores pessoais MSX, Kojima contava com ideias de jogo que, constantemente, eram ignoradas, e a sua falta de familiaridade com a programação contribuía para seus fracassos nos primeiros anos na Konami.
Devido à falta de reconhecimento, Hideo Kojima chegou a pensar em abandonar a empresa. Afinal, nada dava certo, e as ideias mirabolantes de Kojima ainda eram esnobadas. Como se não bastasse, a própria empresa ameaçou despedir o designer caso não contribuísse de maneira significativa, com uma nova ideia. Em 1987, Kojima lançava seu primeiro jogo: Metal Gear. O resto, você já sabe.
Mas e se as coisas tivessem sido diferentes? Se Kojima tivesse desistido de suas ideias, possivelmente ainda estaríamos apenas atirando de maneira desmiolada nos nossos inimigos virtuais — sim, isto ainda acontece, mas imagine em uma proporção predominante. Além disso, não teríamos acesso a uma das obras mais importantes da história dos videogames: a série Metal Gear.
E se Shigeru Miyamoto não tivesse tantos hobbies?
O lendário criador de jogos é responsável pelas maiores obras-primas do entretenimento eletrônico.Zelda, Mario e Donkey Kong são apenas algumas das criações de Shigeru Miyamoto. Mas, muitos de seus jogos surgiram de seus próprios hobbies.
Wii Music, por exemplo, só surgiu porque Miyamoto adora tocar violão. Já Wii Fit é um game que foi concebido porque o designer adorava se pesar. Zelda e Mario surgiram quase que no mesmo local, num parque próximo à casa de Miyamoto, que abrigava um cano de esgoto e era visto como um local cheio de aventuras.
Se Miyamoto não fosse uma criança que gostasse de sair de casa para brincar, não teríamos grandes sucessos como os games supracitados. Com isso, a indústria dos games correria o risco de, simplesmente, não existir. Não é exagero dizer que Miyamoto é o responsável pelo reconhecimento do entretenimento eletrônico.
E se Final Fantasy não tivesse sido lançado?
Depois de entrar no ramo dos video games, durante a década de 80, a Square lançou diversos games para o Famicom Disk System. Alguns deles obtiveram um sucesso relevante nos Estados Unidos, mas, mesmo assim, os resultados não foram satisfatórios. Após alguns anos, a Square estava prestes a falir.
Bem, o fato mais óbvio é que, se Final Fantasy não tivesse sido lançado, a Square não existiria. Entretanto, fora isso, os games do gênero RPG certamente não seriam os mesmo. A série é uma das maiores do estilo, e diversos outros títulos de peso também tomaram como inspiração a obra de Sakaguchi. Sem Final Fantasy, as aventuras épicas não existiram, e muitos consoles iriam sofrer com isto.
E se o Dreamcast tivesse dado certo?
Após o lançamento do Dreamcast, no final de 1999, o console decolou em vendas. Diversos jogos eram lançados e, aparentemente, o Dreamcast seria um console com uma vida útil extensa. Entretanto, quase que subitamente, em 2002 a Sega abandonou o console.
Se o Dreamcast tivesse continuado, é bem provável que a Sega ainda estivesse no mercado de consoles, com um Dreamcast 2, por exemplo. Além disso, Sonice os demais mascotes da companhia também teriam uma vida mais harmoniosa, pois seriam as exclusividades de peso, assim como o lendário, e desaparecido, Shenmue. Provavelmente, a empresa estaria encarando a Nintendo neste momento, e desenvolvendo novos periféricos revolucionários — alguém se lembra do VMU?
E se o mundo não conhecesse o Counter Strike?
O fenômeno que atingiu as lan houses de todo o Brasil no início desta década surgiu de outro game de peso, o Half-Life. Entretanto, Counter Strike chamou muito mais a atenção do que a obra prima da Valve, principalmente em nosso país, que foi contagiado pelo game.
Se Counter Strike não tivesse lançado, não teríamos diversos FPS online e, provavelmente, o gênero não faria tanto sucesso como faz hoje, principalmente quando abrange conflitos bélicos. Além disso, a sede por jogos multiplayer não seria como hoje. Counter Strike ainda fez uma espécie de inclusão digital ao mundo dos games, pois foi extremamente popular.
E se Guitar Hero fosse apenas um sonho?
Criado pela Harmonix, o game de ritmo e quebra-cabeça da Activison certamente foi um marco na história. Mesmo não sendo o primeiro, Guitar Hero conquistou todo o mundo, graças a sua fórmula simples e cativante — e, obviamente, ao incrível controle em forma de guitarra.
Se Guitar Hero não tivesse saído do papel, a indústria da música — acredite — não estaria tão feliz. Além disso, o game é um dos responsáveis pelo sucesso da Activision, pois já vendeu mais de 25 milhões de unidades.
quarta-feira, 24 de junho de 2009
Depois de um bom tempo escondido atrás das escusas e brilhantes mentes da SOE (Sony Online Entertainment), eis que DC Universe Online novamente dá o ar da graça, trazendo novos detalhes na mais recente edição da E3 (Electronic Entertainment Expo). Para quem ainda não conhece, DCUO vai confrontar alguns dos maiores heróis e vilões do universo DC em um caótico universo online. Sim, estamos falando de um MMO aqui, é claro.
Embora aqui você não possa assumir o papel do Batman ou mesmo do Lex Luthor, será possível fazer algo ainda mais interessante: criar desde os moldes mais básicos o seu próprio super-herói, com poderes próprios e indumentária exclusiva (é aqui que o “colant” aparece). Ao final, você ainda poderá dar um nome original, como Fantasma Vermelho ou Homem-tatuíra.
Os super poderes de DCUO serão divididos em alguns estereótipos básicos dos quadrinhos. Quer dizer, você poderá conceber coisas como um ninja, um sujeito com poderes elétricos, um herói super-veloz ou mesmo um pretenso e lustroso herói alado. Isso sem falar em um acrobata (com pulos gigantescos e capacidade de escalada) ou mesmo um mestre da pancadaria, com o bom e velho Batman.
Uma vez que se tenha escolhido os poderes concernentes, o negócio é partir para ação. Entretanto, o seu herói não será aqui uma metralhadora de raios cósmicos e nem nada parecido. Sempre que for utilizar determinado poder — que é convenientemente exibido no rodapé da tela —, você deverá esperar por um tempo de carregamento.
“Pela verdade, a justiça e o ‘american way’”... ou não
Como todo bom MMO, DCUO deve trazer um mundo aberto, onde você poderá ganhar pontos de experiência ao realizar missões como vilão ou como herói. Na demonstração liberada durante a E3, um arquétipo muito parecido com o Homem Gavião ou com o Anjo junta forças com o Batman para solucionar um experimento um tanto descontrolado acontecido no famigerado laboratório STAR.
Aparentemente, uma arma biológica descontrolada acabou transformando todos os seguranças do local em uma espécie de zumbi. A idéia aqui é subjugar os civis-zumbis e ajudar os cientistas a descobrirem um antídoto para o problema. Ao final, você ainda poderá injetar a cura descoberta nos seguranças, que passarão a lutar ao seu lado. E, como não poderia faltar, o desfecho da missão envolve um gigantesco zumbi que, é claro, traz em si a fonte da infecção.
Entretanto, DCUO não pretende ser uma espécie de propagador da “moral, dos bons costumes e do ‘american way’”. Aparentemente, qualquer missão também poderá ser levada a cabo assumindo-se o papel de um vilão (que também será uma criação sua).
As missões da E3 também mostram em primeira mão como deve funcionar o sistema de espólios — os prêmios que se lucram ao terminar determinada missão. No caso da missão nos laboratórios STAR, você acaba por angariar um visor que amplifica os poderes... além adequar-se às cores do seu uniforme.
Embora lutar ao lado de ícones da DC possa ser uma experiência bastante promissora, DC Universe Online ainda deixa entrever algumas arestas por aparar. Embora os personagens tragam boas modelagens, as animações estão ainda um tanto ríspidas e pouco fluídas. Além disso, os ambientes urbanos mais parecem uma cidade fantasma.
Mas, é claro, trata-se ainda de um estágio bastante preliminar de desenvolvimento. Assim sendo, espera-se que, quando finalmente a SOE lançar DC Universe Online — o que deve acontecer em algum momento do ano que vem —, boa parte desses deslizes já esteja devidamente corrigida. Até lá, o negócio é esperar. Aguarde novidades no Baixaki Jogos.